Desde 1988 Fazendo a diferença
Desde 1988, só uma coisa não mudou:
Nossa intenção de trabalhar sempre pelo seu melhor mergulho.

Em todos estes anos de muito trabalho, de acertos e erros que marcaram a nossa trajetória, nosso esforço e compromisso foi sempre o mesmo.
Agradar a todos?
Nem pensar!!! Mas é um bom sinal quando vemos que muitas das nossas iniciativas servem de inspiração para grupos de mergulho, outras escolas e pessoas que queriam viver o mergulho pois viviam aqui.

Como eu disse, nossos erros foram vários. O início da nossa SCAFO, se analisado por uma consultoria empresarial, seria motivo de piada pois, tecnicamente, nunca daria
certo!!!
3 caras sem grana e a partir daquele dia, a pé, pois acabávamos de vender o carro que o Mica tinha acabado de “conquistar” do pai. Era um Escort 86, que pra mim e pro Nando significava muito mais “VENDIDO” do que com o tanque cheio!!
- Calma Mica, depois a gente compra outro...

E assim foi, em setembro de 1988 a SCAFO tinha nome, sobrenome e o extinto CGC. O Nando com 18 anos, eu com 19 e o nosso sócio mais experiente acabara de fazer 21. E a Ninja. Que Beleza!!!

Não sabíamos a diferença entre uma duplicata e uma fatura e o contador já nos orientava a guardar e arquivar os DARFs, GPSs, GRPSs, ISSs, INSSs, ICMSs, e mais uns DURFs, CUSPs e outras siglas esdrúxulas e que não nos dizia absolutamente nada!
O mercado de mergulho também não nos dava muitas referências pois nesta época, tudo era muito difícil. Os equipamentos eram por catálogo, os barcos utilizados eram os de pesca e mesmo assim, algumas lojas em São Paulo já davam as dicas de como seria o mergulho dali há algum tempo.

Lembro-me também que outras versões para o surgimento da Scafo foram “inventadas” pois, depois que deslanchamos, era muito mais confortável para alguns acreditar que fomos fruto de pais ricos e que fizemos algumas coisas em que demos sorte, do que simplesmente aceitar a SCAFO como uma realização.
Mas assim é mais legal!

E foi...
O mercado foi crescendo e nós também. Percebemos que tínhamos que dançar conforme a música de vez em quando, mas outras vezes resolvemos começar alguns mergulhos contra a corrente como manda a regra!
Estávamos certos e cientes de que algumas mudanças e inovações eram necessárias. Resolvemos apostar em novas frentes que nos dariam resultados positivos ou negativos, mas nos dariam resultados!

Estes então, seriam trabalhados, analisados e conforme a aceitação nos dava o rumo para as próximas investidas.
Já não achávamos que todas as siglas eram esdrúxulas, já sabíamos diferenciar faturas de duplicatas, e confiávamos cada vez mais no crescimento do mercado.
Nesta época ainda escutávamos frases do tipo:
- Com o que vocês vão trabalhar, depois que pararem de mergulhar?
- Você só faz isso ou tem um emprego?
- São vagabundos, mas são esforçados e organizados!
Entre outras pérolas...
Personagens como Léo e Kinhão compunham este grupo de obstinados e nos ajudavam. Eram finais de semana com a TOYOTA do Kinhão carregada, rumo a Ubatuba para mais um check out.

Aí vem uma outra fase. O Galego já tinha trabalhado com a gente e em maio de 93 entrava o Sandrão. Em 95, o Mica resolve sair do Banespa e em 96 o Seylá se juntava ao grupo.
E vem moeda e planos econômicos e frentes frias, mais ou menos na mesma intensidade, e lá estávamos batalhando e aprendendo mais um pouquinho sobre a façanha de levar uma micro empresa no Brasil.
Numa destas frentes frias aparece o Banban e nosso grupo estava formado.
Éramos seis...Que literato!
E o grupo de colaboradores agora era maior. Tambem não quero esquecer de ninguém, mas as milhares de fotos que rodam por aí estampam todos aqueles que fizeram a Scafo acontecer, pois existir é fácil, acontecer... é outro papo.
Mas como as frentes vão e vem, a saída do Banban “ abre a porta da esperança” e aparece um sujeito feio que dói, mas com uma boa vontade de dar pena. O menino “Coruja” implora por uma chance e a caridade invade nossa alma e nossos corações.
Pronto minha criança, você está empregado!!!!

E assim vai, entre um mergulho e outro estes nossos colaboradores vem e vão, cada um fazendo sua história e a história da Scafo. E está aí o Tranka que não me deixa mentir.

E os nossos clientes que se tornaram amigos e o motivo de toda esta correria?
Eu nem me atreveria a citar nomes, pois não me perdoaria se esquecesse de alguém.
Hoje, os nossos controles apontam milhares de eventos realizados entre cursos e saídas, palestras e reciclagens. Tudo documentado e à toda prova para detectarmos curiosidades como a de um sujeito que fez o curso numero 002 em 1988 e hoje dá aula aqui com a gente. Né Medeiros?

Fora isso, vimos pessoas namorando, casando e tendo filhos. A própria Scafo já tem sua segunda geração garantida, mas fiquem tranqüilos...por enquanto só garotas. A história não deve ser idêntica!

E assim vai. Prometi que não iria me alongar, mas agora já foi.
Mas que tem muuuuuito mais...TEM!
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