
Jaguareçá
Jaguareçá Holocentrus ascencionis HABITAT: Recifes de pedra e de corais. Costões rochosos de ilhas oceânicas e do continente. IDENTIFICAÇÃO: Cor geral prata avermelhada, com faixas alternadas de branco e vermelho, indistintas e irregulares; dorso mais escuro, ventre mais pálido; nadadeiras mais vermelhas; a membrana da dorsal espinhosa é amarelada uniforme; quando o peixe está assustado, excitado, durante a reprodução ou durante a noite, sua cor fica mais escura e mais vermelha. Fora a cor, a característica mais marcante são seus grandes olhos. COMPORTAMENTO: De dia permanecem sob fendas nas rochas, dando curtos passeios externos; a noite saem para caçar, momento em que são muito ativos. Comem basicamente crustáceos. São territoriais, recepcionando os intrusos com atitudes que incluem a ereção da nadadeira dorsal, agitação do corpo e perseguição ao invasor, emitindo sons produzidos por músculos anexos a bexiga natatória. São muito curiosos e o mergulhador que os conhece sabe que após a fuga para o fim da toca o peixe se volta de frente, buscando ver o invasor e assumindo postura intimidadora, eriçando a dorsal e emitindo sons. Alguns espinhos possuem toxinas que causam dor e infecção. Sua cor é mimética, já que durante o dia a cor vermelha é a primeira a ser absorvida pela água e, portanto, a pouca profundidade o peixe se torna escuro. Os grandes olhos facilitam a visão noturna. Os jovens formam cardumes e os adultos se isolam em tocas. DISTRIBUIÇÃO: Atlântico ocidental, de Nova York a Santa Catarina. Osmar Luiz Júnior 'Minduim' Biólogo formado, com treinamento em mergulho científico no Instituto de Pesquisas do Mar da Marinha Brasileira. Instrutor de mergulho PADI, ministra cursos de biologia marinha e de identificação de peixes na SCAFO. É responsável também pela parte de biologia desta seção do site.
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