
Estrutura e função da cauda em diferentes espécies de tubarões
Assim como em outros peixes, a cauda reflete o estilo de vida adotado pelo tubarão, principalmente no que tange a locomoção. Assim é de se esperar que tubarões com hábitos diferentes possuam caudas também diferenciadas.
A cauda do tubarão tigre (assim como a maioria dos que pertencem a família dos Carcharinídeos) é notadamente epicerca (com o lóbulo superior bem mais desenvolvido do que o inferior). Esta conformação da cauda promove uma rápida aceleração, favorecendo espécies que desferem um '' bote' para capturar a presa, e facilita a manobrabilidade do tubarão, essencial para estas espécies que caçam próximas a recifes de coral e parcéis.
Já os tubarões oceânicos como o branco e o mako (lamnídeos), possuem a cauda homocerca (com os dois lóbulos do mesmo tamanho) que faz com que consigam manter uma velocidade alta e constante durante longos períodos de tempo, características essenciais para animais que necessitam perseguir sua presa por longas distâncias.
O tubarão raposa possui a cauda com o lóbulo superior exageradamente grande, quase do mesmo tamanho do resto do corpo. Ele a utiliza para arrebanhar cardumes de peixes e lulas, nadando em círculos ao redor do cardume com a cauda levantada. Após deixar o cardume bem denso pode facilmente capturar suas presas.
A cauda do cação lixa é quase desprovida de lóbulo inferior. Seu estilo de vida o faz com que se locomova com movimentos oscilatórios do corpo todo muito semelhante ao das enguia e moréias. Além disso, a ausência de uma cauda muito larga facilita a perseguição de presas em fendas estreitas nas rochas e corais.
Osmar Luiz Júnior 'Minduim' Biólogo formado, com treinamento em mergulho científico no Instituto de Pesquisas do Mar da Marinha Brasileira. Instrutor de mergulho PADI, ministra cursos de biologia marinha e de identificação de peixes na SCAFO. É responsável também pela parte de biologia desta seção do site.
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