Não mergulhe se fumar maconha!
Como também, não mergulhe se usar qualquer outro tipo de drogas, até mesmo as aceitas socialmente, como o álcool.
A questão não é política ou social, mas sim médica e científica.
No caso da maconha, seu princípio ativo é o THC (delta 9 tetra hidrocanabiol) que atua nos receptores de membranas de certas células nervosas, bloqueando sua atividade. Conseqüentemente, o referido princípio ativo, acarreta alguns efeitos, incluindo, dentre outros, os seguintes:
- Distúrbios da concentração.
- Perda de memória e aprendizado.
- Percepção distorcida da realidade e do perigo.
- Dificuldade em resolver problemas.
- Perda da coordenação motora, e (mas não somente!).
- Aumento do débito cardíaco (freqüência cardíaca/ fluxo sanguíneo) e da pressão sanguínea podendo levar a um consumo maior de ar. Existe ainda a possibilidade de precipitar a ocorrência de mal descompressivo.
Alguns trabalhos refletem que a absorção de monóxido de carbono (CO) chega a ser de 3 a 5 vezes maior do que quando do consumo de tabaco. Assim, como existe uma retenção maior de monóxido de carbono pelo usuário de maconha, as chances de acidentes pela intoxicação pelo monóxido de carbono, obviamente, são muito maiores.
E tais riscos estendem-se aos mergulhadores livres, sendo que estão mais expostos a apagamento na ascensão de um mergulho em apnéia, já que em conseqüência do consumo de maconha há menos oxigênio disponível no sangue impregnado pelo monóxido de carbono.
Outros trabalhos mais recentes indicam que o THC por si só pode ter efeitos no ritmo cardíaco (freqüência cardíaca), na regularidade dos batimentos (arritmia) e na pressão sanguínea.
Como se não bastasse, ficou comprovado ainda, que o THC potencializa os efeitos da narcose pelo nitrogênio desencadeando estados mais graves de entorpecimento a profundidades menores do que a esperada.